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| 06/07/2010
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| A construção civil tem tudo para mudar |
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O forte crescimento verificado no setor de construção civil nos últimos meses, ou anos se contarmos da data de decolagem anterior à crise mundial de 2008, vai ajudar a elevar seu nível tecnológico e de modernidade, além de permitir que pelo menos alguns processos construtivos atinjam características efetivamente industriais.
Em prol da evolução contribuem quatro fatores;
1. A concorrência entre os fornecedores de materiais, estimulada por projetos como o PMCMV.
2. Elevação do custo da mão de obra e redução da informalidade no setor.
3. Entrada em vigor da nova Norma de Desempenho NBR- 15575
4. Abertura de capital de construtoras
Grandes marcas têm investido em P&D e desenvolvido, por exemplo, produtos específicos para a moradia popular. O que antes parecia tabu, hoje se tornou regra. É o caso de louças e metais, portas prontas e cerâmicas, sem contar com os projetos inteiros de residências no padrão 1.0 subsidiados pela indústria do cimento, precursora, seguidos neste ano pela casa de aço, casa sustentável e até a casa de plástico. Estas inovações em processos e materiais estão chegando a todos os segmentos do setor.
A necessidade de construir mais e mais rápido tem obrigado as empresas a investir em processos industrializados. As construções populares serviram como propulsora para (re) experimentações de modelos. Dada as baixas margens de lucro nas vendas de uma unidade, viabilizar loteamentos inteiros com os custos que envolvem a mão de obra no sistema tradicional é, na maioria dos casos, impossível.
Os custos envolvendo mão de obra é uma parcela que não vem fechando a tempos na conta do empreendedor, devido aos altos impostos incluídos no salário do trabalhador regularizado, agora, com sua escassez, a apreciação tem sido mais acentuada. Os índices de aumento obtidos pelos trabalhadores em dissídios coletivos são superiores aos da inflação, além disto, em muitos casos estes reajustes servem apenas como teto mínimo, cabendo ao contratante que deseja contar com mão de obra qualificada, investir em bonificações extras.
Se o aumento substancial da mão de obra é “ruim” de um lado, é “bom” por outro já que torna a comparação entre processo industrializado x convencional mais “igual” e “realista”, sem contar que em muitos casos o empresário tem mesmo de optar pelo processo industrial, pois não encontra mão de obra para realizar o “básico”.
Por fim, a entrada em vigor da nova Norma de Desempenho NBR 15575, sobre a qual é bom se informar o quanto antes, permitirá passarmos uma régua no mercado e separar alho de bugalho, como disse a Consultora Maria Angélica Covelo em entrevista à revista Construção Mercado de Maio 2010. “Se você quiser montar um hospital, terá que atender minimamente às exigências da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas se eu me formar hoje e amanhã abrir uma sala num conjunto e sair construindo um edifício de 30 andares, eu posso; contrato um engenheiro, um projeto e por aí vai. Nada me impede. As barreiras de entrada na construção civil são muito frágeis.”
No blog http://paraconstruir.wordpress.com, você participa de uma enquete para conhecermos os processos industriais mais utilizados na região de Brasília, é só acessar e votar.
P.S – O espaço da resenha não nos permitiu falar da abertura de capital das empresas, há algo no blog.
Dionyzio A. M. Klavdianos
Presidente Comat / Sinduscon-DF
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