19/11/2009
Novo fôlego para o Noroeste
 

Vencidas as dificuldades do processo licitatório, o governo doDistrito Federal deu início às obras de infraestrutura no Setor Noroeste, semdúvida um bom motivo para se comemorar. Autorizadas pelo governador JoséRoberto Arruda no dia 22 de setembro, o lançamento das benfeitorias promete darnovo fôlego ao setor, estimulando lançamentos e acirrando a disputa naslicitações.

Entre os destaques da lista de prioridades, figuram a abertura deruas, a drenagem pluvial, a construção da rede de água e esgoto, apavimentação, a colocação de meios-fios e a sinalização da área.

O investimento inicial previsto é de R$145 milhões, com estimativade dois anos de duração – sendo que nas quadras licitadas esse prazo serámenor. O dinheiro virá da venda das projeções residenciais. Para tanto, aCompanhia Imobiliária de Brasília (Terracap) assinou convênios com a Secretariade Obras e a Novacap, destinando os recursos obtidos nas duas primeiras licitaçõesde projeções do setor para preparar o bairro para os novos moradores.

O início das obras atende uma antiga reivindicação dos empresáriosda construção civil já que, com a abertura das ruas, será possível levar osfuturos compradores até as áreas onde serão construídos os edifícios, o quedeve acelerar as vendas de imóveis na região.

Como não poderia deixar de ser, essas obras de infraestrutura tambématenderão às exigências do Manual Verde, que regulará os empreendimentosambientais do novo setor. Trata-se da construção sustentável, a qual leva emconsideração fatores diversos, como rejeição à informalidade, racionalidade noprocesso construtivo — para evitar desperdício de insumos —, além de fazer usode materiais ecologicamente corretos (tinta, cimento e aço eco-eficientes) e desoluções tecnológicas inteligentes para promover o bom uso e a economia derecursos, como água e energia elétrica.

Para esclarecer as dúvidas sobre as medidas adotadas pelo Noroestecom relação à questão ambiental, o Sinduscon-DF vem promovendo debates arespeito do Manual Verde e aproximando o assunto da discussão com o GDF. Oresultado disso é a formação de uma orientação para a construção sustentável noDF, tendo como base desde o projeto inicial da obra, até a sua gestão e o seugerenciamento. 

Um destaque nesse sentido fica por conta do parque Burle Marx,atrativo que agregará valor à região onde será construído o novo bairro, aomesmo tempo em que colaborará para integração do Noroeste com a Asa Norte. Oparque será um espaço de convivência para os moradores, à semelhança daproposta do Parque da Cidade com um pouco mais de refinamento no conceito: noBurle Marx deverá haver menos asfalto para carros e mais pistas de corrida eciclovias ao redor dos 300 hectares da área.

Sinal Verde

No Noroeste, várias empresas já possuem terrenos e projetosaprovados pela Administração Regional de Brasília, mas aguardavam o acesso aoslocais da construção para poderem iniciar as vendas dos imóveis. O objetivodesse cuidado é obter mais segurança e deixar longe certos problemas como osocorridos no Sudoeste – onde a pavimentação das ruas chegou a incomodarmoradores já alojados – se repitam.

Agora que já foram aprovadas, a preocupação é para que as obrassejam realizadas em um bom ritmo e não se perca ainda mais tempo. Aproveitandoo momento e o incentivo extra, o governo licitou, no dia 24 de setembro, mais 30projeções de prédios em oito quadras residenciais do setor. Os preços mínimosvariaram entre R$10,8 milhões e R$ 16,8 milhões.

Com essas iniciativas, o primeiro bairro verde do país começa aganhar contornos claros. E, certamente, será um setor que trará ainda maisbrilho ao projeto de Brasília.