Com 20 anos de história Samambaia tem hoje muito que comemorar. Venceu preconceitos e hoje é uma das regiões administrativas que mais crescem no Distrito Federal. Com mais de 180 mil habitantes, a cidade atraiu atenção das grandes, médias e pequenas construtoras. Tornou-se um verdadeiro canteiro de obras, com a construção de áreas comerciais e grandes edifícios.
Nesse cenário, a classe média será a grande beneficiada, pois a previsão é que os empreendimentos a serem construídos trarão um salto no número de moradores – que deverão ultrapassar os 200 mil já em 2020. Se essas expectativas se confirmarem, será um crescimento de 6,3% em pouco mais de 10 anos. Claro que isso impressiona empresários e investidores, que cada vez mais voltam seus olhos para a cidade, nascida em 1989, quando recebeu seus primeiros moradores.
São muitos os fatores que contribuem para esse “boom” imobiliário na região. O primeiro é o desenvolvimento do transporte. Três estações de metrô fazem a ligação rápida entre Samambaia, Taguatinga, Águas Claras e Plano Piloto. Depois, destaca-se a grande quantidade de terrenos vazios na região.Não é à toa que a cidade é a primeira em número de lotes licitados pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).
Desde 2007, a Terracap vendeu mais de 630 terrenos em Samambaia, que renderam R$ 220 milhões aos cofres públicos. Só no primeiro semestre deste ano, a companhia ofereceu 115 imóveis vazios e arrecadou R$ 27,5 milhões com as vendas. E o estoque de terrenos ainda é grande. Em entrevistas recentes, por causa das comemorações do aniversário da cidade, o diretor comercial da Terracap, Dalmo Alexandre Costa, disse que há terrenos com destinação comercial, industrial e habitacional, os quais serão incluídos nos próximos editais.
E esses terrenos ganham empreendimentos rapidamente. O crescimento de Samambaia pode ser comprovado, ainda, pelo número de alvarás e Habite-se emitidos nos últimos anos. Em 2008, houve autorização para 28 edifícios e 385 casas. Até julho deste ano, foram emitidos alvarás para 12 prédios e 342 casas.
Além de numerosos, os lotes têm preços acessíveis. Na região o metro quadrado custa, em média, R$ 2,5 mil. Isso em uma cidade com facilidade de acesso por causa do metrô, o qual encurta a distância que a separa do Plano Piloto. Hoje essa distância é de 30 km. Contudo, ela será abreviada para 22 km com a criação da via Interbairros.
Não que os moradores da cidade precisem sair de lá para trabalhar. Uma pesquisa recente da Companhia de Planejamento do DF mostrou que Samambaia não é mais uma cidade dormitório. A maioria dos moradores, quase 32% dos entrevistados, trabalham na cidade.
Diante disso, temos expectativas otimistas não somente para a região, mas especialmente para o mercado imobiliário, que, diante de tantas variáveis positivas, certamente desembarcará com mais força na cidade. É esperar para ver.
Júlio Cesar Peres é 1º Vice-Presidente do Sinduscon-DF
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